A construção do Parque de Lazer Urbano de Baião, projeto que arrancou em meados de 2025, “está a decorrer, mas com alguns atrasos, devido a trabalhos não autorizados junto à linha de água e à utilização de um terreno privado no loteamento para habitação”, avançou o vice-presidente da autarquia.
Leonido Ribeiro respondia a uma interpelação do vereador da oposição, Filipe Fonseca, sobre a evolução da obra, durante a reunião ordinária do executivo, realizada na terça-feira.
“Aquela obra tem apresentado algumas situações, que têm vindo a ser resolvidas. A obra não está parada”, clarificou o vice-presidente, avançando que “junto à linha de água, a autarquia aguarda parecer da Associação Portuguesa do Ambiente, porque estavam previstos trabalhos no projeto que não estavam autorizados”.
Sobre o campo de futebol, o autarca explicou que “foram aprovados alguns trabalhos extraordinários, sobretudo ao nível do piso que estava no projeto, permitindo colocar um piso melhor”.
Leonido Ribeiro esclareceu, ainda, que o projeto do loteamento para o parque habitacional “apresentava erros”.
“O projeto do loteamento estava a ocupar parte de um terreno particular. Tivemos de negociar esse terreno com o proprietário e atrasou o processo, mas conseguimos resolver”, disse o autarca.
Recordar que o projeto prevê um investimento de 3,6 milhões de euros, e irá criar trilhos pedonais e cicláveis, zonas de repouso e de recreio infantil, áreas ajardinadas, equipamentos desportivos informais, estruturas lúdicas, um anfiteatro ao ar livre e um edifício de apoio.
A intervenção contempla, ainda, a requalificação de uma linha de água, reforçando a ligação à natureza e a valorização ambiental do local.
O projeto integra igualmente uma componente habitacional, prevendo a construção de três blocos de apartamentos e de um loteamento, neste momento em fase análise de propostas, com 16 moradias unifamiliares.
Dois dos referidos blocos, com 26 fogos cada (de tipologias T1 a T3), serão construídos pelo Governo, ao abrigo do protocolo celebrado com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), no contexto do Programa de Arrendamento Acessível.
O terceiro bloco habitacional, sob gestão municipal, destinar-se-á à habitação a custos controlados, podendo ser desenvolvido em parceria com entidades privadas, mediante concurso público.



