O mais recente livro lançado sobre a história do concelho de Baião reúne datas de acontecimentos ocorridos no concelho desde há 225 milhões de anos até ao dia da trasladação dos restos mortais de Eça de Queiroz para o Panteão.
Com autoria de Joaquim Luís Costa, o livro foi apresentado nas cerimónias do Dia do Município, e pretende, segundo o autor “fazer o inverso da história, ou seja, em vez de se construir narrativas baseadas em datas, incluindo cronologias, a ideia é dar especial destaque às cronologias”.
Em entrevista ao nossoterritório.pt, Joaquim Luís Costa salientou que a obra “dá aso a quem quiser explorar as datas e acaba por ser um bom guia de estudo sobre Baião, assente na coleção Em Torno de Baião”.
De acordo com o autor, “a obra poderá ser um bom instrumento de trabalho para quem quiser preparar atividades culturais e educativas ou começar outro tipo de livros”.
A primeira referência que aparece no livro é de há 225 milhões de anos, “onde tudo começou”, explicou Joaquim Luís Costa.
“Tudo começou na geografia e se tiver de destacar datas mais relevantes, falo na pré-história e na Serra da Aboboreira, porque foi aí que tudo começou. Se pensar bem, também o Mosteiro de Ancede, porque estruturou este concelho na Idade Média, época moderna e também na época contemporânea”.
O livro fecha com a data de 08 de janeiro de 2025, dia em que os restos mortais de Eça de Queiroz foram trasladados do Cemitério de Santa Cruz do Douro para o Panteão Nacional.
Uma trasladação polémica e das mais demoradas da história do Panteão, devido a várias ações que tentar impedir a retirada dos restos mortais do escritor de “A Cidade e as Serras”, e que ficou marcada na história de Baião.
“É um livro e temos de arranjar uma data de fecho e essa é simbólica para o concelho”, sustentou o autor, avançando que será dada continuidade ao trabalho de recolha de datas simbólicas do concelho de Baião através de uma versão digital.
Veja o vídeo aqui: https://www.facebook.com/reel/1978412516078047



