ANCEDE E RIBADOURO: Sérgio Monteiro focado na proximidade com as pessoas e no desenvolvimento da freguesia

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Sérgio Monteiro, recém-eleito presidente da Junta de Freguesia de Ancede e Ribadouro, assume o seu mandato com “entusiasmo e um forte compromisso com a população e o território”. Em entrevista ao nossoterritorio.pt, o autarca, eleito pelo Partido Socialista em outubro de 2025, partilhou que a sua experiência de oito anos como secretário da junta lhe proporcionou um conhecimento profundo da realidade da freguesia, dos seus desafios e das suas potencialidades.

Entre as principais prioridades do seu mandato, Sérgio Monteiro coloca o foco nas pessoas. “A minha intenção é atuar de forma prática na resolução dos problemas do dia-a-dia que afetam diretamente a qualidade de vida da população”, disse.

“A proximidade com as pessoas e o fortalecimento do espírito comunitário são essenciais para o desenvolvimento da nossa freguesia”, afirma Sérgio Monteiro, reiterando o “compromisso de trabalhar com seriedade e responsabilidade no cumprimento dos compromissos assumidos com a população, sem deixar de atender aos desafios que diariamente são colocados, num mundo em constante transformação”.

Nesta visão de futuro, o autarca destaca, ainda, a importância do investimento contínuo em infraestruturas e acessibilidades, capaz de garantir a modernização do espaço público e a melhoria da rede viária, facilitando a mobilidade e contribuindo para uma melhor qualidade de vida para todos.

Mau tempo deu ao executivo um começo "ativo" e "imprevisível" com prejuízos superiores a 500 mil euros

O início do mandato do novo executivo tem sido tudo menos rotineiro. A freguesia de Ancede e Ribadouro foi uma das mais fustigadas pelo mau tempo nos últimos meses, resultando em prejuízos públicos que ascendem a mais de meio milhão de euros.

Entre os incidentes mais graves, destaca-se a queda do muro do cemitério de Ancede, ocorrida logo nos primeiros dias de funções do executivo. Dada a carga simbólica e a importância do local, a intervenção foi prioritária.

“Com o apoio fundamental do município, o muro foi reposto no imediato, garantindo a dignidade e segurança do espaço”, recorda o presidente da junta.

Sérgio Monteiro descreve este começo como “bastante ativo” e “imprevisível”, exigindo “respostas rápidas, capazes de atender às maiores necessidades da freguesia e das pessoas”. As intempéries, segundo o autarca, “exigiram uma ação rápida e coordenada entre a junta de freguesia, o município e demais entidades”.

O autarca reconhece que, embora a vontade seja resolver todos os problemas com celeridade, “não consegue atender a tudo com a rapidez que desejava, mas temos avaliado e priorizado as situações mais urgentes, nomeadamente das pessoas que ficaram com as vias intransitáveis”.

“Felizmente, penso que estamos a conseguir dar resposta”, afirmou.

Para o autarca, “que já viveu invernos rigorosos”, algumas das causas para a gravidade dos danos atuais prendem-se com a vulnerabilidade do território, em grande parte, provocada pelo abandono da terra.

“A proliferação de terrenos não cultivados e devolutos eliminou aquela que era a “primeira linha de defesa”. Sem cultivo, o curso das águas é alterado no inverno e o excesso de vegetação no verão torna-se combustível para incêndios, anulando o equilíbrio natural que outrora protegia a região”, referiu.

Perante este cenário e face à crescente frequência destes fenómenos extremos, o presidente defende que “é necessário apostar na prevenção e repensar um conjunto de ações, desde a fiscalização das limpezas até à própria construção”.

Apesar do foco na gestão de crise, o executivo tem aproveitado estes primeiros meses para estabelecer um “contacto direto com a população, de continuidade dos processos em curso e análise cuidadosa das prioridades”.

Apoio do município e sustentabilidade orçamental

A escassez financeira é um dos maiores desafios. Sérgio Monteiro revela que “o grande problema das juntas de freguesia prende-se com a sua capacidade orçamental”.

A sustentabilidade orçamental das freguesias depende de transferências do Fundo de Financiamento das Freguesias (FFF) — frequentemente insuficiente face às exigências territoriais — e dos contratos administrativos e acordos de execução celebrados com os municípios.

Neste contexto, o autarca defende que as câmaras municipais devem valorizar as freguesias, promovendo a sua autonomia real e não quaisquer relações de dependência.

Sérgio Monteiro avançou que “a União de Freguesias de Ancede e Ribadouro recebe do orçamento do Estado, para 2026, pouco mais de 120 mil euros anuais”.

“Este valor não chega”, garante, esclarecendo que “é maioritariamente destinado à despesa corrente da junta”.

“Se dependêssemos apenas desta verba, não seria possível realizar investimento ou obra”, garante, recordando que, à semelhança das outras freguesias de Baião, Ancede e Ribadouro assumiu competências delegadas pelo município no âmbito dos transportes escolares e limpeza de vias e caminhos.

Apesar do reforço recente das verbas destinadas a estes protocolos, Sérgio Monteiro recorda que “a dimensão da freguesia é extensa, contando com mais de 300 caminhos que exigem intervenções recorrentes. A este cenário soma-se a galopante escalada de preços no setor da construção e serviços, que torna dispendiosa qualquer pequena intervenção de construção ou manutenção”.

Para o autarca, a solução passa por um reforço das verbas transferidas.

“O objetivo é claro: dotar a junta, o órgão de poder mais próximo das populações e que melhor conhece a realidade local, dos meios necessários para resolver os problemas do dia-a-dia com eficácia e prontidão que as pessoas e o território exigem”, vincou.

Sede da junta de freguesia de Ancede necessita de ser requalificada

Apesar das limitações orçamentais, a estratégia para alcançar o cumprimento dos compromissos assumidos está definida. No entanto, o executivo identifica necessidades que, embora não estejam formalmente nos compromissos, requerem “atenção urgente”, sendo a requalificação da sede da Junta de Freguesia de Ancede um dos exemplos mais prementes.

O autarca classifica a sede como “a casa das pessoas” e sublinha que, atualmente, “não reflete a dignidade que a população merece, nem oferece as condições para o bom funcionamento dos serviços”.

Em declarações ao nossoterritório.pt, o autarca explicou que o objetivo passa por “requalificar o edifício, permitindo a deslocação de serviços municipais para a junta de freguesia, otimizando o espaço e criando uma oferta mais eficaz e centralizada para os cidadãos”.

Sérgio Monteiro destaca que esta obra, que já dispõe de projeto, depende do apoio do município, a quem a necessidade já foi formalmente exposta.

“A nossa esperança é que ela se torne realidade. Certamente, não será por falta de insistência e empenho da nossa parte que este projeto não avançará. Estamos comprometidos em fazer tudo o que for possível para que esta e outras melhorias se concretizem”, afirmou.

Além da sede, o autarca recordou outros dossiês/necessidades colocados à câmara municipal, como a requalificação de escolas desativadas, a criação de estacionamento junto à Estação de Mosteiro, a valorização da envolvente do Mosteiro de Ancede, entre outras. Estas intervenções visam, não só a reabilitação do património, mas também a melhoria da mobilidade e do potencial turístico da região.

Ainda neste âmbito, o autarca aponta a zona ribeirinha, cuja construção do centro de atividade fluviais, uma obra que já foi adjudicada, promete transformar ainda mais aquela zona.

Para Sérgio Monteiro, a obra física deve ser acompanhada de gestão operacional e, por isso, “irá pugnar pela alocação de recursos fixos para aquela zona, garantindo a limpeza e manutenção contínua”.

“Isso é fundamental para manter o local não apenas como um cartão de visita, mas como um reflexo da identidade e da qualidade de vida de Baião”, revelou.

"O turismo sustentável é um desafio para o futuro"

Segundo o autarca, a freguesia de Ancede e Ribadouro atravessa um momento de afirmação estratégica. Com o Rio Douro como moldura e um património que respira história, o desafio atual passa por transformar o crescente interesse turístico num motor de desenvolvimento que não esqueça quem lá vive todo o ano.

Sérgio Monteiro reconhece o impacto positivo do turismo e da procura imobiliária para alojamento local e novos empreendimentos na freguesia, mas defende um desenvolvimento sustentável do setor.

“O turismo tem sido um motor de crescimento, mas é essencial que o seu desenvolvimento seja feito de forma a garantir a qualidade de vida de quem aqui vive e de quem nos visita. Temos de olhar para quem cá está diariamente”, sublinha o autarca.

Para Sérgio Monteiro, algumas das preocupações imediatas passam pela pressão imobiliária, com dificuldade na aquisição de casas pelos residentes, e pela gestão do espaço público, nomeadamente o congestionamento de estacionamento nas zonas de maior afluência, sendo necessário garantir que o fluxo de visitantes não asfixie a mobilidade dos residentes.

Atratividade e potencial da freguesia

Para o autarca, Ancede e Ribadouro destaca-se como um dos principais polos do concelho de Baião, graças à sua combinação única de beleza natural, património cultural e hospitalidade.

“A freguesia não é apenas uma paisagem, é um destino de experiências, de conforto e autenticidade”, considera.

O Mosteiro de Ancede, hoje afirmado como centro cultural, é, nas palavras do autarca, “um verdadeiro farol cultural, capaz de atrair eventos de prestígio que enriquecem a oferta turística e incentivam os visitantes a descobrir a freguesia”.

Já a área de Lazer de São Pedro, tem acolhido milhares de pessoas. Dotada de infraestruturas completas, como Wi-Fi, parque de campismo e churrasqueiras, o espaço situado junto ao rio Ovil “tornou-se o local de eleição para convívios, festas temáticas e encontros comunitários”, destacou Sérgio Monteiro, acrescentando que existem já diversos pedidos para a sua utilização.

Eventos e aproximação à comunidade

A junta de freguesia reforça o seu compromisso em colocar as pessoas no centro da sua ação. Mais do que organizar atividades, o objetivo passa por fortalecer o espírito de comunidade, através da promoção de eventos que não só dinamizam a economia local, mas que criam memórias e reforçam o orgulho de pertencer a esta terra.

A grande novidade no calendário local será a criação de uma iniciativa gastronómica diferenciadora. Segundo o presidente Sérgio Monteiro, o foco não está apenas no prato, mas em quem o prepara.

“Iremos criar uma iniciativa gastronómica, mas não será apenas mais uma. Será algo realizado pelas próprias pessoas da freguesia, promovendo uma maior união e uma marca identitária”, avançou.

Esta abordagem pretende transformar o saber-fazer dos habitantes em motor de atratividade da freguesia, garantindo que a nossa herança cultural passa de geração em geração de forma autêntica.

Além de novas dinâmicas, a junta de freguesia assume um papel ativo na defesa dos eventos que já fazem parte da identidade da região. Nesse sentido, continuará a pugnar junto do município pela continuidade e valorização de certames de referência, como o “Avest Fest” na Pala, e o Agrodouroverde em Ancede.

“O nosso compromisso é claro: promover uma freguesia viva, onde cada evento seja um ponto de encontro e cada habitante se sinta parte integrante do crescimento comum”, elencou.

Habitação social, ação social e bem-estar da população

A Junta de Freguesia de Ancede e Ribadouro reafirma o seu compromisso com o bem-estar e qualidade de vida da população. Uma das grandes conquistas daquela autarquia foi a aprovação de uma candidatura para requalificar o Bairro da Estação, na Pala, com um investimento de 250 mil euros para a criação de habitação social.

Sérgio Monteiro considera que “este é um projeto essencial no combate à exclusão e na garantia de condições de vida dignas às famílias que mais precisam.”

No campo do apoio ao envelhecimento ativo, a freguesia prepara-se para dar um salto qualitativo com a abertura do centro de convívio na Escola do Convento. Com abertura prevista ainda neste primeiro semestre do ano, será um espaço dinamizado pela OBER e protocolado com a Segurança Social, o espaço terá capacidade para mais de 20 utentes. Este novo polo de dinamização sénior complementa o trabalho que tem vindo a ser realizado ao longo dos anos com o grupo “Viver a Vida” daquela freguesia.

“Pese embora a abertura desta valência, tudo faremos para poder ir mais longe e podermos vir a alargar valências, oferecendo novas respostas que melhorem a qualidade de vida dos nossos idosos e integrem ainda mais a nossa comunidade”, destacou Sérgio Monteiro.

A pensar naqueles que enfrentam dificuldades de mobilidade, seja por questões de idade ou por acidentes temporários, a junta continua a disponibilizar, de forma gratuita, material geriátrico (cadeiras de rodas e andarilhos, camas articuladas e outros equipamentos de apoio). Este serviço, refere o presidente, “é financiado pelo espírito solidário da comunidade, nomeadamente através da Caminhada Solidária, que este ano apresenta uma novidade: um trail de 15 quilómetros, aliando o desporto à causa social”.

Além destas, e uma vez que para o autarca “a ação social e a proximidade faz-se no detalhe”, a junta mantém-se ativa em programas como a Bilha Solidária ou Vale eficiência.

O foco é nas pessoas, sem esquecer as associações da freguesia, com as quais tem trabalhado e apoiado diversas atividades.

“Este mandato será pautado pelo compromisso com as pessoas, a transparência e a sustentabilidade, para garantir um futuro próspero e equilibrado para Ancede e Ribadouro. Com o apoio de todos, tenho a certeza de que conseguiremos alcançar essas metas”, conclui Sérgio Monteiro.

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