Ligação de Quintã a Mesquinhata “é um incremento na segurança rodoviária e na mobilidade das populações” (C/VÍDEO)

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A nova variante à EN 211 entre Quintã, no concelho do Marco de Canaveses, e Mesquinhata, no concelho de Baião, hoje inaugurada, “representa um avanço importante na segurança rodoviária e na mobilidade das populações”, disse o secretário de Estado das Infraestruturas.

Hugo Espírito Santo presidiu hoje a inauguração da nova via, onde marcaram presença diversos autarcas da região, entre eles as presidentes das câmaras de Baião, Ana Raquel Azevedo, e do Marco de Canaveses, Cristina Vieira.

Em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia, o governante destacou, ainda, “a importante via para a atração de investimento”.

“Estamos numa região onde a capacidade de gerar competitividade económica é fundamental e, por isso, estes dois quilómetros e meio têm uma importância desproporcional versos aquilo que é para a vida das pessoas”, considerou.

Numa cerimónia realizada no estaleiro da obra, coube às autarcas de Baião e do Marco de Canaveses, ao secretário de Estado das Infraestruturas e ao presidente da Infraestruturas de Portugal o descerrar da placa comemorativa.

Cristina Vieira, presidente da Câmara do Marco de Canaveses, agradeceu a inauguração da variante ao Governo, lembrando que “foi uma obra que esteve parada durante muitos anos”.

“Estive cá aquando da apresentação da obra em 2012, ainda enquanto autarca de freguesia e agora estou aqui como presidente da câmara municipal. Foi uma obra que criou expectativas no seio da população, mas que encontrou vários constrangimentos para as autarquias e para o Governo, sobretudo com a Agência Portuguesa do Ambiente, que chumbou o projeto várias vezes”, recordou Cristina Vieira.

A autarca de Marco de Canaveses falou, ainda, “nos diferentes governos que têm ajudado a mitigar os atrasos infraestruturais desta região. É importante reconhecê-lo”, disse, recordando a eletrificação da Linha do Douro até ao Marco e agora até à Régua, bem como o IC 35 que está a avançar.

“Precisámos que esta ambição não se perca”, realçou.

Por sua vez, a presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, considerou que “esta obra é uma questão de justiça territorial”.

“Se olharmos ao número de quilómetros podemos considerar que é uma obra pequena, mas é uma obra com muito impacto para os concelhos que todos os dias têm de trabalhar para fixar pessoas e tornar o longe cada vez mais perto, mais perto dos serviços, para a atração de investimento e para a fixação dos nossos jovens”, salientou.

A autarca de Baião disse, ainda, “que é um dia feliz, porque era uma obra muito ansiada, ali com um obstáculo físico de uma ligação inacabada e, por isso, é um dia de agradecimento a todos que lutaram por esta obra”.

Em breves palavras, os intervenientes evidenciaram a importância da obra inaugurada, com as duas presidentes de câmara a lembrar outras “obras estruturantes” para o território, como a ligação de Baião à Ponte da Ermida e uma nova travessia sobre o rio Tâmega.

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