“Ajudar os outros e fazer a diferença” são dois dos motivos que levaram Matilde Carvalho Rocha, natural do concelho de Baião, a escolher a medicina como futuro profissional, curso que vai iniciar na Universidade do Minho.
Com boas médias desde pequenina e com grande dedicação aos estudos, Matilde escolheu seguir medicina no 11.º ano, uma decisão apoiada pela família, que “está sempre a seu lado e lhe tem dado muita força”, contou ao nossoterritório.pt a ex-aluna da Escola Secundária de Baião.
Matilde nunca olhou a matemática como um bicho mau e estuda biologia, fingindo ser professora e dando explicações imaginárias em casa. Métodos que a ajudaram a terminar o ensino secundário com média de 19,3, uma média que podia ter sido melhor caso o exame de português “tivesse corrido melhor”, disse.
A jovem estudante de Baião lamenta que “um exame de duas horas possa estragar o trabalho de 12 anos de estudo”.
O objetivo de Matilde era medicina na Universidade do Porto, mas os exames trocaram-lhe as voltas. À nossa reportagem confessou que, “inicialmente, lhe custou saber que ia para o Minho, mas com o apoio incondicional da família tudo foi mais fácil”.
Entrou no curso com 18,4 valores, uma média que só é possível para quem e esforça e se dedica aos estudos, mas Matilde Rocha confessou que “nunca deixou a vida social e sempre soube aproveitar bons momentos com os amigos”.
“É necessário muito esforço, muita dedicação e meter na cabeça que é isto que eu quero e, em vez de estar a ver televisão ou no telemóvel ou mesmo a descansar, que às vezes precisava, era focar-me mesmo”, disse, salientando que “era divertido estudar matemática”.
“Gosto da sensação de ir ver as soluções e ver que está certo e do momento em coisas encaixam na minha cabeça. Porque a matemática não é decorar, é perceber e repetir várias vezes até encaixar”, revelou.
Matilde Carvalho Rocha confessa que “nunca soube o que queria ser, nunca houve uma paixão”. Com as boas notas que tinha, todos os cursos estavam ao alcance da baionense, “o que não facilita muito a escolha”, vincou.
“Penso que fiz a escolha certa. Gosto de medicina, gosto de poder conviver com as pessoas, de ter o desafio de poder descobrir o diagnóstico, de poder ajudar pessoas e de poder fazer a diferença na vida das pessoas”, revelou Matilde, que começa o curso focada em ser pediatra, mas que irá deixar que os anos na universidade lhe digam o caminho a seguir.
Aos alunos que vão iniciar o ensino secundário, Matilde Carvalho Rocha realçou “a importância de se conseguir o equilíbrio entre o estudo e a vida social”.
“Vou para a medicina e vou convicta de que quero muito o curso, mas também quero viver a vida académica e, por isso, é importante encontrar este equilíbrio, mesmo para mantermos a nossa sanidade mental”, sublinhou, deixando aos alunos mais novos o conselho “de conseguirem conciliar as duas coisas, nem demasiada vida social, nem demasiado estudo”.



