A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) deu início à implementação de um projeto de telemonitorização de doentes crónicos, que irá abranger, até ao final de 2026, cinco mil utentes, anunciou a unidade hospitalar.
O projeto é assente numa plataforma digital, que permite o acompanhamento clínico contínuo dos utentes, reforçando um modelo de cuidados mais integrado, preventivo e centrado na pessoa.
Nesta primeira fase, o projeto abrange 500 utentes adultos com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), asma, insuficiência cardíaca (IC) ou diabetes mellitus tipo 2 (DM), contando com a participação de todas as unidades de cuidados de saúde primários dos 11 municípios da área de influência da ULSTS.
Desenvolvida em parceria com a UpHill, a solução permite a monitorização regular do estado de saúde dos utentes através de questionários clínicos digitais, realizados, por norma, com periodicidade mensal, podendo a frequência ser ajustada em função da situação clínica, nomeadamente após um episódio de internamento ou de agudização da doença.
Com o objetivo de garantir a acessibilidade a toda a população, o contacto pode ser realizado por SMS, correio eletrónico ou chamada telefónica, permitindo adaptar o processo às necessidades e características de cada utente.
A informação recolhida é analisada pelas equipas de saúde, possibilitando a identificação precoce de sinais de descompensação clínica e desencadeando, sempre que necessário, uma intervenção atempada. Desta forma, pretende-se reforçar a continuidade dos cuidados, prevenir complicações, promover uma melhor gestão da doença crónica e reduzir episódios evitáveis de recurso ao Serviço de Urgência e de internamento.
“Este projeto representa mais um passo na transformação digital da ULSTS e na consolidação de um modelo de cuidados verdadeiramente integrado, centrado nas necessidades das pessoas. A telemonitorização permite-nos acompanhar os doentes de forma mais próxima, antecipar situações de risco e intervir mais cedo, contribuindo para melhores resultados em saúde e para uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis”, afirma José Luís Gaspar, presidente do Conselho de Administração da ULSTS.
Após a consolidação desta fase inicial, a ULSTS prevê alargar o projeto de forma progressiva.



