Município de Baião emitiu parecer desfavorável ao projeto fotovoltaico do Penedo Ruivo na Serra do Marão

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A Câmara Municipal de Baião anunciou hoje que emitiu um parecer desfavorável ao Projeto de Hibridização Fotovoltaica do Parque Eólico de Penedo Ruivo, na Serra do Marão.

Em comunicado, a autarquia indica que “concluiu que a proposta, tal como apresentada em fase de Estudo Prévio, é incompatível com a preservação dos valores naturais, paisagísticos, urbanísticos, arqueológicos, geomineiros, turísticos, culturais e patrimoniais do território”.

Trata-se de um projeto para a instalação de uma Central Solar Fotovoltaica com 21,3 hectares, sendo dessa área cerca de 6,98 hectares ocupados por 25.038 painéis solares, localizada na União de Freguesias de Teixeira e Teixeiró.

Após análise técnica multidisciplinar realizada pelos serviços municipais, o município considera que o projeto, que envolve uma ocupação significativa do solo e incide sobre uma área de elevada sensibilidade ambiental e territorial, situada na Serra do Marão e na proximidade da Serra da Aboboreira, terá impactes negativos no território.

O parecer identifica condicionantes relevantes ao nível da compatibilidade com instrumentos de gestão territorial, da proteção da Rede Natura 2000, da salvaguarda do património e conservação da paisagem.

“Não obstante se reconhecer a importância da transição energética e do reforço da produção de energia renovável, produzindo o concelho neste momento um excedente face ao consumo de aproximadamente 21,74%, essa expansão deve ser compatibilizada com a defesa do património natural, turísticos e paisagístico local”, refere a autarquia, acrescentando:

“Os impactes negativos associados ao projeto, incluindo a alteração da paisagem, a fragmentação de habitats, a afetação do património e o aumento da artificialização do território, não podem ser desvalorizados”.

A aprovação deste projeto nos moldes atuais “constituiria um precedente gravoso para a integridade da Serra do Marão, desqualificando e descaracterizando a sua paisagem e valor ecológico, fragmentando o território e comprometendo de forma irreversível a identidade de um ativo que urge salvaguardar”, lê-se ainda no documento.

O Município de Baião reafirmou, ainda, disponibilidade para colaborar na procura de soluções alternativas que conciliem a transição energética com a salvaguarda do respeito pelo património natural e cultural que define a singularidade de Baião e da Serra do Marão.

Pode consultar o parecer aqui 

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