A obra de requalificação do Posto Territorial da GNR de Baião vai arrancar na próxima semana “e os prazos são para cumprir”, garante a empresa adjudicatária da intervenção.
Humberto Pereira, gerente da Neolage, disse aos jornalistas que “o prazo para os 10 meses de obra arranca hoje e por isso, na segunda-feira, vai ser realizada uma reunião com o comandante do posto para definir por onde podem começar”.
A empreitada, orçada em 1,1 milhões de euros, vai ser efetuada por fases, permitindo que os militares permaneçam no posto.
“Os militares vão passar para o piso superior, enquanto avançamos com a intervenção no rés do chão e depois trocam. Na parte de cima a intervenção é pequena e vamos conseguir andar com as fachadas e a cobertura”, indicou.
O auto de consignação da obra de reabilitação foi hoje assinado, nos Paços do Concelho de Baião, com a presença do secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia.
O governante foi recebido pela presidente da autarquia, Ana Raquel Azevedo, e pelos vereadores Leonido Ribeiro, Olívia Mendes e António Azeredo.
Depois da apresentação da intervenção que irá ser efetuada, Ana Raquel Azevedo enalteceu “o empenho de todos que trabalharam para que hoje se pudesse assinar o auto de consignação”, elencando o anterior executivo da autarquia, bem como os ministros da Administração Interna que estiveram envolvidos, começando por Eduardo Cabrita, José Luís Carneiro e Margarida Blasco.
“O caminho já nos parece demasiado longo, mas hoje só podemos estar felizes, porque a obra vai começar”, realçou, destacando o “trabalho tripartido entre a Câmara Municipal de Baião, a Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna e a GNR.
A autarca baionense lembrou que o edifício foi construído há 30 anos e quando estiver requalificado os militares da guarda terão melhores condições de conforto para desempenhar a sua função.
“Vamos ter instalações sem infiltrações, salas com maior privacidade, espaços mais funcionais e melhores meios técnicos”, vincou.
Ana Raquel Azevedo lembrou que “Baião é um exemplo de um território onde a proximidade e o espírito de entreajuda são pilares que caracterizam a vida em comunidade, mas o território tem desafios, porque é difícil garantir a segurança num território de baixa densidade e de relevo desafiador”.
A presidente da autarquia enalteceu o “excelente trabalho” dos militares da GNR de Baião e, dirigindo-se ao secretário de Estado, pediu para que o posto, depois de requalificado, “fosse dotado de mais efetivos, de mais meios, nomeadamente, veículos”.
“Só assim será possível acorrer às emergências no concelho”, justificou, lembrando os incêndios rurais que fustigaram o concelho em 2024 e os danos do mau tempo do início de 2026.
Por sua vez, o secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, salientou que “a segurança é algo de fundamental para os territórios”, considerando que “Portugal é um país seguro”.
“Baião é, dentro de um país seguro, um município mais seguro ainda, porque não tem grande densidade urbana e não tem alguns dos fenómenos das grandes cidades”, referiu.
Apesar da segurança, o governante falou em “fenómenos criminais”, em realidades rurais, que devem “merecer atenção e preocupação: um certo ressurgimento do tráfico e consumo de droga e um outro que é o flagelo nacional da violência doméstica”.
“Para esse combate, esta requalificação dos postos da GNR, como da PSP, são muito importantes”, disse, exemplificando: “quando uma mulher, pode não ser uma mulher, mas em regra é, e uma criança se dirigem a um posto para apresentar queixa estão numa enorme fragilidade pessoal e emocional e precisam de ter um ambiente acolhedor, que lhe dê confiança e privacidade e estas novas instalações permitem isso”.
Telmo Correia abordou, ainda, a melhoria das instalações para quem trabalha no posto, destacando que “é desejável que façam o seu trabalho nas melhores condições”.
A comitiva realizou, no final, uma visita às instalações do posto da GNR de Baião.
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