Misericórdia de Baião entrega gestão da clínica e fisioterapia a grupo privado para garantir e melhorar os serviços à população

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email
Imprimir

A Santa Casa da Misericórdia de Baião entregou a gestão da clínica e da fisioterapia a um grupo privado para garantir a sustentabilidade e a continuação da oferta dos serviços à população.

Em declarações ao nossoterritório.com, o provedor da Misericórdia de Baião, José Manuel Carvalho, avançou que “o objetivo da mesa administrativa foi garantir a sustentabilidade dos serviços, dado que, atualmente, a clínica é suportada pela fisioterapia”.

“A clínica teve sempre um défice financeiro, portanto, a unidade de reabilitação é que suporta aquele serviço. Lembro que no ano da covid tivemos uma situação muito crítica, com prejuízo de quase cem mil euros”, começou por referir o provedor.

Perante as adversidades e os “valores curtos que o Estado paga”, José Manuel Carvalho confessou que “havia três caminhos a seguir”.

“Fizemos uma série coisas para tentarmos atrair médicos, fazer novos protocolos, fizemos um esforço grande no meio disto, mas a lógica é fácil de entender: um médico que mora no Porto se vier do Porto a Baião e lhe pagarem a mesma coisa em Penafiel, vai preferir ficar em Penafiel”, disse, acrescentando:

“Nós detetamos um problema de escala. Ou seja, nós não somos suficientemente apetecíveis para atrair os profissionais de saúde e começávamos a sentir uma dificuldade grande na questão dos fisiatras, porque aqui ninguém faz tratamento sem haver uma primeira consulta de fisiatria. E também começamos a sentir a dificuldade de contratação de fisioterapeutas”.

José Manuel Carvalho recordou o tempo em que chegavam à Misericórdia dezenas de currículos de fisioterapeutas, o que hoje em dia não acontece.

Em cima da mesa, avançou o provedor, esteva a possibilidade de transformar todo o espaço da clínica em unidade de reabilitação, mas “não seria justo para a população perder a parte da clínica”, disse José Manuel Carvalho, elencando a segunda opção que a misericórdia ponderou.

Depois de analisadas as opções, a instituição optou por uma terceira via e, através de contactos feitos pelo grupo privado, “aceitou que fosse essa entidade, que presta serviço na mesma área e tem capacidade para atrair clínicos e outros profissionais, a gerir os serviços em Baião”, sublinhou o provedor.

“Podíamos continuar a ser nós a fazer, mas voltaríamos à mesmo a situação, não termos escala, por isso, quando a empresa necessita de fisioterapeutas, pode ir buscar a uma das 17 clínicas que tem, quando precisar de um fisiatra, pode fazer o mesmo. É um grupo com 700 funcionários e que vai garantir os serviços em Baião”, frisou o provedor.

Por outro lado, José Manuel Carvalho assegurou que “os funcionários da misericórdia vão continuar a ser funcionários da misericórdia e as instalações vão continuar a ser da instituição”.

“A única coisa que muda é ter uma direção clínica profissionalizada, com foco naquilo que é a melhoria dos serviços prestados e, obviamente, na melhoria dos resultados, porque é isso que todos queremos”, vincou.

O grupo, CMM Fisioterapia e Reabilitação, irá pagar um valor fixo à Santa Casa da Misericórdia de Baião e, se no final do ano houver lucros, a instituição baionense irá receber uma percentagem.

“Penso que é um negócio interessante para todas as partes, principalmente em Baião, porque é uma empresa que, tecnicamente, está muito habilitada na área da medicina física da reabilitação”, constatou o provedor, destacando que “não está aqui nenhuma venda em cima da mesa, o que se está a fazer é pugnar para melhorar os serviços, tornar os serviços sustentáveis e a conclusão a que nós chegamos é sozinhos somos um quintalzinho e se andarmos todos aos quintaizinhos não vamos fazer nada. Portanto, vamos fazer um quintal um bocadinho maior e vamos fazer parte de uma organização que pode ser interessante para Baião, pode trazer gente para Baião”.

Publicações Relacionadas:

PUB
PUB
PUB

Noticias Recentes

PUB

Sugestão de Leitura

PUB

Sugestão de Leitura – Biblioteca Municipal António Mota: O Meu Funeral é Amanhã de André Costa Gonçalves

Fascinado pela morte e pelos rituais que a rodeiam, um funcionário de um lar de idosos começa a frequentar funerais de forma cada vez mais obsessiva. Tudo se altera quando descobre um misterioso sacristão que parece esconder segredos inquietantes. Entre o estranho e o perturbador, O Meu Funeral é Amanhã conduz o leitor por uma narrativa sombria, marcada pela solidão, pela curiosidade e pelos limites entre a realidade e a obsessão.

Disponível na Biblioteca Municipal António Mota, em Baião.

 
Pub

Feed Instagram

Edit Template