As irmãs Arlinda e Ilda Vasconcelos, proprietárias do Carvalhal de Reixela, receberam, no domingo, a Medalha de Mérito Ambiental do Município de Baião, mas mais que a distinção, para a irmãs foi o reconhecer a paixão do pai, Américo Taveira de Vasconcelos, por aquele terreno.
O Carvalhal de Reixela foi adquirido pelo avô materno de Arlinda e Ilda, que era natural de Amarante, mas viu em Baião potencial. A mancha de carvalho alvarilho foi herdada pelo pai das irmãs, que preservou o terreno “com muito amor à natureza”, contaram ao nossoterritório.pt.
Era nas férias que as irmãs vinham a Baião e era no carvalhal que passavam algum tempo, brincando nos cursos de água e aproveitando a natureza na sua mais pura beleza.
No domingo, nas celebrações do Dia do Município, as irmãs fizeram questão de marcar presença e, apesar da idade avançada, subiram ao palco, receberam a medalha e muitos aplausos do público.
O reconhecimento surge pela preservação daquela que é maior macha de carvalho alvarinho da Península Ibérica e um local onde a natureza esconde espécies únicas.
A felicidade das irmãs contagiou as pessoas em sua volta, que ouviram algumas histórias de Arlinda e Ilda.
“O nosso pai foi o grande obreiro desta distinção. A ele se deve tudo, porque adorava a natureza e o carvalhal”, asseguraram as irmãs.
Localizado na freguesia de Campelo e Ovil, no concelho de Baião, o carvalhal estende-se por mais de 15 hectares, onde predominam o carvalho alvarinho e negral, que dão sombra a exemplares únicos de azevinho, amieiro, salgueiro e freixo.
Na sombra do carvalhal espécies de artrópodes, muitas delas em vias de extinção, encontram abrigo, como os gafanhotos, as aranhas e as centopeias. Rico em biodiversidade, no Carvalhal de Reixela pode ser observada a águia de asa redonda.
Nos últimos anos, o carvalhal tem sido um local de partilha de conhecimento e divulgação da natureza do concelho de Baião, quer através das escolas, que o procurar para fins pedagógicos, quer pela Câmara Municipal de Baião ou por associações.



