A petição contra a central fotovoltaica, que tem prevista a colocação de 25 mil painéis solares no Parque Eólico de Penedo Ruivo, na Serra do Marão, conta já com mais de 1.770 assinaturas.
Dirigida aos autarcas de Baião e de Amarante, aos presidentes de junta de Teixeira e Teixeiró e de Ansiães, bem como aos presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, da Agência Portuguesa do Ambiente, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e à ministra do Ambiente e Energia, a petição defende que “a proposta de instalação de uma central fotovoltaica no Parque Eólico de Penedo Ruivo, na Serra do Marão, levanta sérias preocupações para o futuro do turismo de natureza e do turismo desportivo na região”.
“Esta área é amplamente valorizada pela sua paisagem natural, trilhos de montanha, atividades outdoor e contacto direto com a natureza, fatores que atraem visitantes e dinamizam a economia local. A introdução de milhares de painéis solares e novas infraestruturas poderá alterar significativamente a paisagem e reduzir o valor natural que torna o Marão um destino procurado”, indica o documento.
Lançada pela Visit Marão, do baionense Alex Ribeiro, a petição sustenta que “o projeto incide numa zona sensível do ponto de vista ambiental, inserida em áreas classificadas da Rede Natura 2000 e com presença de habitats e espécies que dependem do equilíbrio ecológico da serra”.
“A construção e exploração de uma central desta dimensão podem provocar perturbações na fauna, fragmentação de habitats e impactos na flora local”, acrescenta.
Por outro lado, no documento é reconhecida “a necessidade da transição energética, mas é fundamental garantir que soluções de produção de energia renovável não comprometam patrimónios naturais de elevado valor ecológico e turístico”. “O desenvolvimento sustentável deve equilibrar a produção de energia com a proteção da natureza e das atividades económicas que dela dependem”, acrescenta.
O projeto de uma central fotovoltaica no Parque Eólico de Penedo Ruivo, no Marão, está em consulta pública até 24 de abril. Prevê a instalação de cerca de 25 mil painéis solares numa área de 21 hectares, com produção anual estimada de 24,86 GWh e redução de cerca de 5.040 toneladas de CO2 por ano. A construção deverá durar um ano e a exploração 30 anos. Apesar de abranger áreas sensíveis como a Reserva Ecológica Nacional e zonas da Rede Natura 2000, o estudo de impacto ambiental conclui que não existem obstáculos graves que inviabilizem o projeto, sendo os principais impactos associados à fase de construção e considerados mitigáveis. O projeto é promovido pela empresa alemã EnergieKontor, nas áreas serranas afetas à União de Freguesias de Teixeira e Teixeiró (Baião) e Ansiães (Amarante).



