Governo declara de “utilidade pública” a eletrificação da Linha do Douro entre o Marco e a Régua que permite o abate de 292 sobreiros

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O Governo declarou hoje de “utilidade pública” o projeto de Eletrificação da Linha do Douro, entre os concelhos do Marco de Canaveses e da Régua, medida que vai permitir o abate de 292 sobreiros.

Num despacho publicado hoje em Diário da República, o Governo indica que a “Infraestruturas de Portugal, SA, pretende instalar o projeto de Eletrificação da Linha Ferroviária Marco de Canaveses/Peso da Régua, tendo para o efeito solicitado autorização para proceder ao corte de 292 sobreiros, numa área de intervenção de 1,135 hectares de povoamento e de pequeno núcleo com elevado valor ecológico daquela espécie, localizada nos concelhos de Baião e de Mesão Frio”.

No documento, assinado pelos secretários de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, e das Florestas, Rui Ladeira, consta que a “Infraestruturas de Portugal apresentou projeto de medidas compensatórias e respetivo plano de gestão, prevendo a arborização de uma área pertencente ao Domínio Público Rodoviário em área sobrante na Variante à EN 206 entre Fafe e Guimarães”.

De referir que a obra de eletrificação da Linha do Douro, entre as estações de Marco de Canaveses e Peso da Régua, foi contratada pela Infraestruturas de Portugal (IP) por cerca de 110,7 milhões de euros.

A empreitada tem um prazo de execução de 1.095 dias e prevê a intervenção em 47 quilómetros de troço.

No concelho de Baião, a Linha do Douro conta com cerca de 21 quilómetros, que integram o apeadeiro da Pala, em Ancede e Ribadouro, a estação de Mosteirô, na mesma freguesia, a estação de Aregos, em Santa Cruz do Douro e São Tomé de Covelas, o apeadeiro de Mirão, na mesma freguesia, e a estação da Ermida, em Santa Marinha do Zêzere.

A eletrificação vai, também, abranger o concelho de Mesão Frio, que tem na Linha do Douro as estações de Porto de Rei, Rede e Barqueiros.

O concurso público foi lançado em 2023 e a obra foi agora adjudicada às empresas Casais – Engenharia e Construções S.A. e Somafel – Engenharia e Obras Públicas, S.A.

Entre as principais intervenções previstas destacam-se a eletrificação completa e instalação do sistema de retorno de corrente de tração, terras e proteções (RCT+TP), a modernização de estações e apeadeiros, incluindo substituição de materiais de via e alterações nos layouts das linhas e a reabilitação de infraestruturas, como túneis e taludes.

As estações e apeadeiros serão equipados com cais de passageiros de 150 metros de comprimento e 0,76 metros de altura, a Estação da Régua terá um cais de 200 metros, preparado para o serviço Intercidades, e estão previstas intervenções em seis túneis (Juncal, Riboura, Loureiro, Má Passada, Santinho e Régua) e estabilização de 40 taludes.

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