A construção da variante à EN211 entre Quintã, no concelho do Marco de Canaveses, e Mesquinhata, no concelho de Baião, orçada em 14,7 milhões de euros, arrancou hoje, depois de assinado o auto de consignação da obra.
A consignação foi hoje assinada, em Almada, pela Infraestruturas de Portugal (IP) assinalou, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, e do vice-presidente da Câmara do Marco de Canaveses, Nuno Pinto.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Baião manifestou “grande satisfação pelo arranque da obra, há muito ansiada e prometida por sucessivos governos”, sublinhando o facto de ter sido inscrita no PRR pelo anterior governo e de o atual ter dado continuidade.
“E ainda bem, porque as populações a quem servimos não se importam com qual governo é que executa. Querem é que as obras sejam realizadas”, vincou.
Referindo-se a outras obras recentes, já concluídas, em execução ou em concurso, como sejam a requalificação da EN 304-3, o avanço da Eletrificação da Linha do Douro entre o Marco e a Régua ou a primeira fase da ligação de Baião à Ponte da Ermida, Paulo Pereira reiterou, neste último caso, “a necessidade urgente do avanço da segunda fase.”
A empreitada que hoje se inicia, com prazo de execução de 420 dias, corresponde à construção de uma variante à EN211, com cerca de 2,5 quilómetros, entre o entroncamento da EN321-1 e a localidade de Mesquinhata, que tem por objetivo oferecer um percurso alternativo à EN211 e desviar o tráfego de passagem do interior dos aglomerados urbanos, melhorando o nível de serviço rodoviário e reduzindo os tempos de percurso.
A intervenção inclui a construção de uma nova rotunda em Mesquinhata, três viadutos, três passagens superiores e uma passagem agrícola. A via terá uma velocidade base de 60 quilómetros/hora e vias de lentos em determinados troços.
A obra, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e financiada pela União Europeia, representa, além da melhoria das condições de mobilidade e segurança rodoviária, a promoção da coesão económica e social da região.
Na cerimónia desta manhã estiveram também presentes o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, o presidente do Conselho de Administração da IP, Miguel Cruz, e os responsáveis da empresa que vai executar a obra, CJR – Cândido José Rodrigues, S.A.



