Amarante é candidata a Capital Portuguesa da Cultura 2028

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O Município de Amarante está a desenvolver a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, mobilizando artistas, agentes culturais, instituições, associações e diferentes setores da comunidade.

A mobilização está a ser realizada em torno de uma ambição: “demonstrar que a cultura pode ajudar os territórios a criar novas razões para ficar, regressar e chegar”, indica a autarquia.

A candidatura parte de uma questão central para o futuro de Amarante e de muitos outros territórios portugueses: como pode a cultura contribuir para contrariar a perda e o envelhecimento da população, reforçar os vínculos das pessoas aos lugares e criar condições para que novos talentos, projetos e percursos de vida possam nascer e desenvolver-se fora dos grandes centros?

Amarante reúne condições singulares para liderar esta reflexão. É um concelho de escala humana, reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa da Música e marcada por um património artístico e intelectual excecional. Amadeo de Souza-Cardoso, Teixeira de Pascoaes, Agustina Bessa-Luís, António Carneiro e Acácio Lino partilharam esta geografia.

A candidatura não pretende limitar-se a celebrar este legado. Quer usá-lo como ponto de partida para projetar Amarante no futuro, criando um ecossistema mais favorável à criação, à participação, à experimentação e à permanência de artistas, jovens, famílias e novos residentes.

“Amarante apresenta uma candidatura profundamente ligada à sua identidade, mas orientada para o futuro. Temos uma história cultural extraordinária e queremos transformá-la numa força ainda mais viva, capaz de gerar novas oportunidades, reforçar o orgulho e a pertença das nossas comunidades e afirmar Amarante como um lugar onde é possível viver, criar e realizar projetos ambiciosos. Esta candidatura está a ser construída com os agentes do território e será o guião de uma visão moderna e qualificada da política cultural do concelho, e que acreditamos que cumprirá bem a missão de criar valor para todo o país, a partir da nossa experiência.”, afirma Jorge Ricardo, Presidente da Câmara Municipal de Amarante.

 

Uma candidatura construída com o território

A preparação de Amarante 2028 encontra-se em curso e assenta num processo participado de diagnóstico, escuta e cocriação. O Município está a envolver os agentes culturais e criativos, as associações, as escolas, as instituições sociais, freguesias e outras entidades relevantes na identificação das prioridades, dos investimentos e dos projetos estruturantes da candidatura.

Este processo permitirá que o projeto cultural de 2028 não seja uma mera soma de eventos já existentes. O objetivo é construir uma visão coerente e transformadora, capaz de deixar novas políticas, competências, redes, equipamentos, práticas de cooperação e condições mais favoráveis à criação artística.

A cultura será mobilizada para reforçar a autoestima territorial, aumentar a participação, ligar comunidades, estimular a cooperação e revelar novas capacidades criativas. A experiência desenvolvida será documentada, avaliada e transformada em metodologias e instrumentos que possam ser utilizados por outros municípios e regiões.

Desta forma, Amarante 2028 procura acrescentar uma dimensão nacional e europeia à candidatura: partir de um desafio concreto do território para produzir conhecimento, práticas e respostas úteis a muitas outras cidades que enfrentam problemas semelhantes.

Mais do que disputar um título, Amarante quer demonstrar que um concelho desta dimensão pode formular uma resposta cultural relevante para Portugal e para a Europa.

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