“Unidos por Vilares” fazem primeira apresentação oficial nas Marchas de Santo António com canção original que evoca as tradições da aldeia

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Uma canção original, a união e as noites de ensaios nas ruas de Vilares são o mote para a primeira participação oficial nas Marchas de Santo António, depois da constituição como associação, da Associação Cultural e Recreativa (ACR) Unidos por Vilares.

A noite de 12 de junho, no lugar do Outeiro, em Campelo e Ovil, vai ser o culminar de noites de ensaios, convívio e grande animação para os 74 marchantes de Vilares.

Noites de trabalho, mas de animação entre os residentes naquele lugar, que se apresentam como associação, elevando o nome da aldeia e as raízes de cada habitante.

Na rua, à luz das estrelas e da iluminação pública, o grupo ensaia, ri e reclama, quando a dança não corre tão bem. O nossoterritório.pt foi ao encontro da associação no dia em que ensaiavam com banda.

Com a pauta musical e os instrumentos bem afinados, é ao som da caixa que o grupo começa a marchar. A rua é curta para o número de marchantes, mas tudo se consegue, quando o orgulho é enorme e a vontade supera as dificuldades.

É com orientação de Anabela Pinto, presidente da ACR Unidos por Vilares, que o grupo se alinha, desde os mais pequenos aos mais velhos, e os arcos, ainda por decorar, se posicionam para o ensaio.

Há dois anos que o grupo participa nas Marchas de Santo António do Outeiro, mas este ano surge oficializado como associação e a emancipação do grupo vai levar ao centro de Baião uma canção original “Raízes de Vilares”.

Resultado do trabalho local, a canção conta com letra escrita por Anabela Pinto e música composta por Névio Silva.

“A letra da canção serve de fio condutor para toda a identidade do desfile, prestando uma sentida homenagem ao trabalho agrícola, à força da tradição e à ligação profunda da comunidade à terra”, disse Anabela Pinto ao nossoterriório.pt, acrescentando:

“Versos que evocam o sol nas encostas, as parras a brilhar, o brotar do vinho e o aroma do mosto no ar prometem transportar o público diretamente para a essência rural de Vilares”.

Sem esquecer o mote da marcha, a composição evoca a devoção a Santo António, pedindo a sua bênção para esta estreia tão aguardada.

“O brio dos fatos, a coordenação das coreografias e o brilho dos arcos – descritos na letra como “cores tão belas” que “brilham mais alto que todas as estrelas” – estão a ser ultimados com segredo e dedicação”, salientou a presidente da associação.

A organização garante que o público pode esperar uma exibição cheia de energia, cor e, acima de tudo, o forte espírito de comunidade que esteve na génese da criação da própria associação.

“O grande teste à dedicação de todos os marchantes e voluntários acontece já na noite de 12 de junho, num momento que promete ser de enorme emoção e orgulho para Vilares”, concluiu.

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