O Auditório Municipal de Baião acolheu, no sábado, uma peça de teatro que levou ao palco os atores do Teatro Experimental de Arouca e os atores imprevistos do concelho de Baião.
A comédia “A Dívida e a Vaca da Vizinha” levou ao auditório gargalhas, abordando as dívidas de um taberneiro, que procura ajuda num fidalgo “malandro”, e os dramas do dia a dia, como a coelha da vizinha, que precisava de coelho, ou a vaca, que teve de ser inseminada.
O drama do taberneiro viúvo e com uma filha é partilhado com o empregado “Sétimo” de seu nome, “porque nasceu fraquinho e o pai, pensado que morreria em pouco dias, nem nome lhe deu. Ficou Sétimo, por ser o sétimo filho do casal”.
No decorrer da peça de teatro e, à falta de objetos ou mesmo personagens, o grupo do Teatro Experimental de Arouca foi ao público do auditório buscar o que fazia falta. Desde um telefone para ajudar na questão da vaca, ao técnico de inseminar animais, passando pelos padrinhos do casamento, o público baionense entrou na trama e juntou-se ao teatro.
No final, todos cantaram, acompanhando o coro improvisado para o casamento da filha do taberneiro com o azeiteiro, que permitiu à moça fugir ao fidalgo “malandro”, que a queria como pagamento da dívida do pai.
Um serão com muita animação, gargalhadas e elogios do grupo de teatro ao povo de Baião, que ajudou ao espetáculo com mestria e cantoria.
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