A presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, em entrevista ao jornal online nossoterritório.pt e ao Mais Norte, falou dos projetos, do orçamento, dos prejuízos do mau tempo e revelou que o seu executivo “gostaria de entregar, no final do mandato, um concelho bastante melhor do que aquilo que receberam”.
Numa conversa descontraída, e assinalando os 100 dias do mandato, a nova presidente da autarquia não escondeu a emoção de liderar o concelho que a viu nascer e crescer e, para o qual, “tem grandes projetos”.
Sobre o orçamento para 2026, no valor de 36,7 milhões de euros, Ana Raquel Azevedo diz ser “um orçamento que não faz rutura com o passado e onde estão inseridas algumas ideias da maioria”.
“Baião Atrai”, para impulsionar a instalação de novas empresas no concelho, a contratação de um arquiteto sénior para a agilizar os processos na área do urbanismo, bem como o reforço das verbas transferidas para as juntas de freguesia são algumas das medidas plasmadas no orçamento.
A coesão social, com o aumento da resposta nos centros de relação comunitária, assim como as medidas para fixar jovens e famílias no concelho, fazem parte dos objetivos de Ana Raquel Azevedo, que conta com uma equipa “motivada”, composta por Leonido Ribeiro, Olívia Mendes e António Azeredo.
Questionado sobre o pavilhão multiusos, a autarca baionense foi perentória a vincar que “o foco é resolver o problema e devolver o pavilhão ao usufruto da população”.
Cem dias de governação, entre os quais dias de tempestades, de mau tempo e de “muitos prejuízos” ainda por contabilizar. Sobre o impacto no orçamento, Ana Raquel Azevedo fala “em valores que podem castrar o orçamento de 2026 e até de outros anos, caso não venham apoios do poder central”.
Sempre otimista e com “visão positiva”, a presidente da Câmara Municipal de Baião avança que “há muito para fazer neste orçamento”.
O Museu do Avesso e o Fórum Municipal do Tijelinho integram o orçamento e são obras que Ana Raquel Azevedo quer “trabalhar em rede” com o Mosteiro de Ancede Centro Cultural para “ter diferentes dinâmicas no concelho e levar Baião a outro patamar a nível cultural e económico”.
A finalizar a entrevista, a presidente da Câmara Municipal de Baião falou dos atendimentos à população, quer na autarquia, quer descentralizados, sublinhando que “sentia que as pessoas achavam que não eram ouvidas”.
“Não podemos resolver os problemas todos, mas sinto que, só o facto de as ouvirmos, já as faz sair dali um bocadinho mais leves”, salientou.
Desafiada a partilhar aquilo que quer entregar aos eleitores em 2029, Ana Raquel Azevedo elencou a “proximidade, um concelho com menos problemas na habitação e na fixação de pessoas e empresas, entregar o Fórum Municipal do Tijelinho e o Museu do Avesso, mais ofertas para os idosos, melhor educação e melhores serviços municipais”.
“Acima de tudo, queremos entregar um concelho bastante melhor do que aquilo que recebemos”, rematou a presidente da Câmara Municipal de Baião.



