O presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Paulo Silva, apelou hoje às entidades governamentais que reavaliem, “com urgência”, a situação do concelho e do distrito de Vila Real, garantindo que Mesão Frio seja incluído nos mecanismos de apoio e compensação, de forma justa e proporcional aos danos já registados e aos que vierem a surgir.
Numa nota de imprensa, a autarquia refere que, “apesar da gravidade da situação, o distrito de Vila Real permanece excluído dos apoios estatais anunciados para resposta às intempéries, o que não reflete a realidade vivida no concelho de Mesão Frio”.
“Em termos proporcionais, Mesão Frio foi, e continua a ser, um dos concelhos mais afetados do distrito, com prejuízos significativos que ultrapassam largamente a capacidade de resposta municipal”, sublinha.
No mesmo documento, a câmara municipal dá nota de que o presidente da autarquia, assim como o restante executivo municipal, “estão atentos e ativos na avaliação contínua dos prejuízos e na procura de soluções, assegurando que a autarquia continuará a acompanhar a evolução da situação e a defender, junto das entidades competentes, os interesses das populações e do território”.
Duas famílias desalojadas e prejuízos “avultados” em todo o concelho
O concelho de Mesão Frio foi “severamente” afetado pelas recentes intempéries que assolaram a região, registando-se prejuízos “avultados” em infraestruturas públicas, habitações, vias rodoviárias, propriedades privadas e explorações agrícolas, com impactos que se estendem a todas as freguesias do concelho.
A precipitação intensa e persistente, associada à instabilidade dos terrenos, provocou quedas de muros de suporte, deslizamentos de terras e derrocadas, colocando em risco a segurança de pessoas e bens. Como consequência, várias estradas municipais e troços da rede viária foram cortados ao trânsito, condicionando fortemente a mobilidade da população, o acesso a algumas localidades e a atividade económica local.
Registaram-se, igualmente, danos em habitações, estando duas famílias alojadas, temporariamente, na Antiga Residência de Estudantes, devido à falta de condições imediatas de habitabilidade, recebendo acompanhamento pelos serviços municipais e pela proteção civil, em articulação com as juntas de freguesia.
“Encontra-se em curso um levantamento exaustivo dos danos, sendo já evidente a dimensão significativa dos prejuízos causados”, avança a autarquia.
As intempéries afetaram, igualmente, propriedades privadas, terrenos agrícolas, muros de contenção e estruturas de apoio à atividade agrícola, agravando uma situação já sensível num concelho marcado por forte declive e elevada vulnerabilidade a fenómenos meteorológicos extremos.
O condicionamento e a interdição de acessos têm vindo, ainda, a prejudicar a atividade económica dos produtores engarrafadores, que se veem impedidos de receber e expedir mercadorias, com impactos diretos na economia local.
O presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Paulo Silva, já reportou à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) o ponto de situação quanto aos estragos relevantes nas explorações agrícolas.
O Município de Mesão Frio, através dos seus serviços e da Comissão Municipal de Proteção Civil, tem mantido uma intervenção permanente no terreno, assegurando a reposição de condições mínimas de segurança, a sinalização das zonas de risco e o apoio às populações afetadas.
Para reforçar a informação e o acompanhamento da situação, o município disponibiliza um mapa dinâmico e em constante atualização, onde se encontram identificadas as ocorrências registadas, as já resolvidas e aquelas que se encontram em fase de resolução: https://umap.openstreetmap.fr/…/ocorrencias-intemperies…



