Investigador de Baião defendeu na Assembleia da República “a preparação do território para atrair jovens empresários rurais”

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Diogo Miguel Pinto, natural do concelho de Baião e investigador colaborador do CEGOT – Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (universidade do Porto), defendeu, na Comissão de Agricultura e Pescas da Assembleia da República, “a existência prévia de um contexto territorial estruturado, para atração dos jovens empresários rurais”.

Integrado a comitiva da associação Rural Move numa audição parlamentar, no âmbito de uma audiência conjunta dedicada à operacionalização do Jovem Empresário Rural (JER), Diogo Miguel Pinto sublinhou que “a atratividade dos territórios para os jovens empresários rurais não depende só de apoios e incentivos, mas, sobretudo, da existência prévia de um contexto territorial estruturado”.

Na sua intervenção, o investigador baionense disse que “o empreendedorismo não se implanta no vazio, mas sim num quadro que exige uma governança eficaz, uma rede policêntrica de centralidades e de serviços essenciais e funcionalmente acessíveis”.

E acrescentou: “sem essa base administrativa, territorial e de governança, o investimento tende a ser frágil, temporário e pouco eficaz. É imperativo preparar o território, o que constitui, por isso, uma condição prévia para que o estatuto de Jovem Empresário Rural possa efetivamente contribuir para fixar pessoas, gerar atividade económica sustentável e promover a coesão territorial”. 

Para Diogo Miguel Pinto, esta é também uma oportunidade para potenciar a silvicultura, a agricultura e a pecuária como formas de gestão ativa do território, com impacto direto na redução do abandono e na mitigação estrutural do risco de incêndio, por exemplo”. 

“Este foi um pequeno contributo para um debate muito importante sobre as políticas públicas, no qual se trataram também as temáticas do ordenamento do território e do desenvolvimento rural. Esta participação insere-se num debate nacional relevante sobre desenvolvimento rural e coesão territorial, com particular interesse para os concelhos do interior, como Baião”, completou o investigador.

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