Dia Mundial da Luta contra o Cancro: Liliana Geada venceu o cancro e segue a vida com “coragem, força e esperança” – testemunho

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Eis que o destino quis que em outubro de 2021 o diagnóstico de cancro mama passe a fazer parte de mim, no fundo eu já sabia e já sentia que assim seria desde que lhe toquei pela primeira vez, foi apenas a confirmação naquela manhã de 29 de outubro, o dia em que ouvi a palavra que mudou tudo: cancro.

Naquele momento, o chão desapareceu debaixo dos meus pés. O medo tomou conta de mim, e confesso — pensei que não ia conseguir, mas com a mesma rapidez que o medo apareceu também desapareceu e aqui estou.

De cabeça erguida, mesmo quando ela ficou sem cabelo.

O tratamento foi duro. Perdi forças, perdi pedaços de mim… mas encontrei algo que nunca pensei ter: uma força que não sabia que existia. Aprendi a sorrir mesmo quando doía, a celebrar os pequenos momentos e a agradecer por cada novo amanhecer.

Eu venci. E, mesmo que a luta nunca termine completamente, eu sigo — com coragem, com força e com esperança.

Porque sorrir durante a dor também é uma forma de vencer.

💗 Ele veio para me ensinar eu estive cá para aprender. Vi o tratamento como o meu maior aliado, mas também como uma perda total de vaidades. Tudo o que achas que tens, de repente não tens mais. De repente tens no espelho o reflexo de outra pessoa, sem cabelo nem sobrancelhas, pálida e cansada… Mas com uma força e com uma coragem que não imaginavas ser possível existir. Durante o tratamento, eu entendi que precisava para reorganizar a minha vida e colocá-la em ordem. Fui passando tudo a pente fino comecei pela alimentação, mudei de profissão e passei a trabalhar só com o que gosto e a evitar o stress, filtrei as amizades e as companhias, passei a dar valor aos pequenos detalhes da vida. Mas também aprendi que é preciso ser gentil comigo mesma e entender que o difícil faz parte da vida. É preciso viver e não sobreviver. É preciso aproveitar o dia de hoje porque o amanhã pode não existir.

Hoje, olho para trás e vejo o quanto caminhei.

O medo ainda aparece às vezes — ele nunca desaparece por completo —, mas agora sei que posso enfrentá-lo. Porque viver depois do cancro é redescobrir a vida: com mais amor, mais verdade e mais gratidão. As dores físicas permanecem, não nos fazem esquecer que ele fez parte de nós, mas também que é importante ter tempo para parar e cuidar de nós.

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