Marco de Canaveses lança projeto inovador que usa o teatro para dar voz a grupos vulneráveis

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O Município do Marco de Canaveses, em parceria com a Rede Social, está a implementar a atividade “Culturalidades”, uma iniciativa pioneira que utiliza o Teatro do Oprimido na vertente teatro fórum para empoderar os grupos populacionais mais vulneráveis do concelho.

A atividade envolve idosos em situação de isolamento e solidão, vítimas de violência doméstica, cuidadores informais, migrantes e crianças com deficiência e/ ou incapacidade.

A metodologia do Teatro do Oprimido, desenvolvida por Augusto Boal, será a base do trabalho. Através da sua vertente de teatro-fórum, os participantes deixam de ser espetadores passivos para se tornarem parte ativa da peça, subindo ao palco para ensaiar soluções para os problemas representados.

O projeto será dinamizado, numa fase piloto, através de um grupo de mulheres. As sessões de preparação incluem a exploração criativa de histórias de vida e direitos humanos e, por fim, a apresentação pública de uma cena que retrate um problema comum.

Nesta sessão final, o público será convidado a intervir e a substituir os atores, propondo e ensaiando, em conjunto, soluções possíveis.

A atividade tem como objetivos principais promover o empoderamento e a participação cívica dos grupos vulneráveis, desenvolver competências pessoais e sociais, como o pensamento crítico e a comunicação, recolher informação qualitativa para aperfeiçoar as políticas sociais locais, sensibilizar a comunidade para as questões da vulnerabilidade e dos direitos humanos.

O “Culturalidades” representa um passo importante na intervenção social do Marco de Canaveses, ao combinar a arte, a educação e a ação social num modelo inovador que coloca os cidadãos no centro da discussão e da resolução dos problemas que os afetam.

É uma iniciativa integrada no na operação “Participação ativa, igualdade de oportunidades e não discriminação de grupos vulneráveis de Marco de Canaveses”, apoiada pelo Programa Regional do Norte 2021-2027 (NORTE2030), pelo Portugal 2030 e pela União Europeia.

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