Carla e Catarina lideram a comissão de festas em honra de Santa Maria do Gove movidas pela fé e tradição

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Carla e Catarina são irmãs e uniram-se, ainda mais, neste último ano, para a realização da festa em honra de Santa Maria do Gove, focadas em dar continuidade a uma tradição que fica, muitas vezes, nas mãos dos mais velhos.

Receberam a bandeira da comissão de festas a 15 de agosto de 2024 e, desde então, foram oito as iniciativas realizadas para angariação de fundos, a par do peditório porta a porta.

Almoços e jantares, que muitas vezes “deram a volta à cabeça das irmãs”, não pela falta de comida, mas pelo número de pessoas, “que de um dia para o outro quase duplicava”, e pela logística.

“Parecia, muitas das vezes, que estávamos a organizar o nosso casamento, juntando famílias e amigos à mesa, para um convívio ainda mais animado”, contaram ao nossoterritório.pt.

Os convívios foram animados, entre jantares de cabidela, arroz de forno, francesinha e churrasco, assim como o cantar das Janeiras pela freguesia, Carla e Catarina confessam que os 16 elementos da comissão de festas “foram e são mais que uma família”.

“Tínhamos a ideia de sermos juízas das festas, para manter esta tradição. Quando recebemos a bandeira olhámos uma para a outra e dissemos: e agora? Agora é começar a trabalhar”, contaram.

E assim foi, as irmãs começaram a trabalhar para dar à freguesia uma festa onde a tradição, a identidade e a história se mantém e se reforça.

Carla e Catarina optaram pelos convívios, jantares e almoços que chegaram a envolver cerca de 200 pessoas cada. Estrearam-se com o jantar do Dia da Mulher e levaram as Janeiras a cada uma das casas da freguesia.

Na comissão de festas, todos ajudaram. Têm um mordomo, uma cozinheira, um chefe de sala, uma organizadora de eventos e um tocador de música.

“Todos estão envolvidos. Trabalhamos desde janeiro sem parar, vamos descansar este fim de semana, porque o das festas também vamos estar a dar o nosso melhor”, disseram.

Carla e Catarina dizem que encontraram “pessoas mesmo muito boas”, que ajudaram “muito”, mas há uma que querem destacar, “a dona Fernanda da reta, como é conhecida”.

“Foi a dona Fernanda que nos cedeu o espaço para os eventos, o que nos permitiu poupar o dinheiro de termos de arrendar um espaço. A ela só temos de agradecer, e muito, por tudo o que fez a esta comissão de festas”, sublinharam.

Ambas naturais do Gove, é fácil ver o brilho nos olhos das irmãs quando falam da sua terra Natal e na possibilidade que tiveram em organizar as festas grandes da freguesia. Carla, que trabalha em Marco de Canaveses e esteve nove anos emigrada, “sem ouvir a música gravada das festas e o sino da igreja”, não se vê fora do Gove e é pelas gentes da freguesia que se envolveu nesta organização.

“Queremos manter esta tradição. É uma sensação muito especial vermos as famílias reunidas nesta altura. O mês de agosto é partilha e nós sempre vivemos muita a festa, desde pequeninas que íamos à festa, à procissão e víamos sempre esta coisa do entregar a bandeira”, recordaram.

As festas em honra de Santa Maria começam na quarta-feira, dia 13 de agosto, com música gravada e arruada de bombos. Na quinta-feira, dia 14, o destaque vai para a atuação do grupo Katedral. O dia grande da festa, dia 15 de agosto, arranca com a Banda de Música da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere, que vai percorrer a freguesia, até à hora da missa. Antes, a Carla e Catarina, acompanhadas pela comissão de festas, vão levar o andor de Santa Maria à igreja, “como forma de agradecer à Nossa Senhora”, disseram.

A tarde de sexta-feira conta com as atuações da Banda de Música da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere e das Concertinas do Lameirão que, mais tarde, se vão juntar à majestosa procissão.

A noite é reservada ao grande concerto das festas, com o grupo Toka e Dança a subir ao palco. O encerramento das festas tem, ainda, fogo de artifício e o DJ Pintous.

Questionadas sobre se estão prontas para passar a bandeira ao próximo juiz da festa, Carla e Catarina diz “sim” em uníssono, dizendo, no entanto, “que continuavam só para organizar os jantares”.

“Toda a azáfama, toda a logística envolvida, em colocar as pessoas nos lugares certos, foi muito gratificante, porque temos a certeza que esses momentos para eles foram momentos de sair de casa, de estarem todos juntos e de aproveitarem em família ou entre amigos”, observaram.

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