José Alberto Rodrigues é neto e filho de baionenses, naturais de Mosteirô, em Ancede e Ribadouro, e regressou a Baião para levar à Feliba trinta e três dos mais de mil livros pop-up que compõem a sua coleção privada.
Contos tradicionais, como a Branca de Neve e os sete anões ou os Três Porquinhos, podem ser encontrados na mostra, que está patente ao Auditório Municipal de Baião.
Professor e formador, José Alberto Rodrigues conhece bem a zona ribeirinha de Baião, onde passou as férias escolares, até aos seus 16 anos. Há algum tempo que não vinha a Baião, mas os livros e o gosto pela engenharia do papel trouxeram-no até à terra natal dos avós e dos pais.
Foi no ano de 2016 que “deixou um pouco o digital” e “começou a dedicar-se mais à engenharia do papel nos livros”.
“Enveredei pela vertente do pop-up, porque tinha alguns livros de coleção, e apliquei no contexto educativo e de formação. Nestes 10 anos já mais de mil pessoas trabalharam comigo, seja em contextos mais informais, seja a nível de formação de professores”, contou José Alberto Rodrigues ao nossoterritório.pt.
Para Baião trouxe os clássicos tradicionais da literatura infantil, mas a sua coleção conta com livros pop-up da Moby Dick, Vinte Mil Léguas Submarinas e muitos outros, não fossem já 1.100 obras.
À Feliba, o professor levou os livros e o conhecimento, tendo promovido um workshop sobre postais pop-up, que cativou várias pessoas do concelho e da região.
Apaixonado pela engenharia do papel, José Alberto Rodrigues explicou “que os livros pop-up são caros, porque são feitos à mão”. “Na China, há fábricas com dezenas de pessoas montar livros pop-up, é uma verdadeira linha de montagem”, acrescentou.
Em Portugal, apesar de não ser técnica tão utilizada, José Alberto Rodrigues leva a arte aos seus alunos, “ajudando-os e estimulando-os no pensamento crítico, reflexivo, daquilo que podem imaginar e como é que vão pôr no papel”.



