A AD – PPD/PSD.CDS-PP venceu as eleições legislativas com 32,10% dos votos dos portugueses, valor que fica longe da maioria absoluta, mas ainda falta apurar os votos da emigração.
São 24 os consulados que ainda estão por apurar, mas que poderão dar mais votos ao Chega, se olharmos aos resultados de 2024.
Pedro Nuno Santos admitiu a derrota e demitiu-se de secretário-geral, abrindo portas ao baionense José Luís Carneiro, que em 2023 concorreu ao cargo, mas este irá ter trabalho para reestruturar um partido destruturado, que elegeu o mesmo número de deputados do Chega.
A votação no Partido Socialista fixou-se nos 23,38%, apenas a 0,82% do Chega, que ficou em terceiro lugar (22,56%), mas que representa um empate técnico, com cada um dos partidos a eleger 58 deputados.
Venceu as eleições Luís Montenegro, mas André Ventura também sai vitorioso, com uma subida de 4,5% dos votos em relação a 2024.
Em quarto lugar ficou a Iniciativa Liberal (IL), um partido também de direita, mas que recusa coligações com a AD. O resultado da IL foi 5,53% dos votos, que são, também, insuficientes para dar a maioria a Luís Montenegro.
Esta legislatura conta com 10 partidos, sendo que o JPP elegeu um deputado, uma estreia no Parlamento. O Bloco de Esquerda passa de cinco deputados, em 2024, para apenas um, Mariana Mortágua, em 2025.
O Parlamento vai ficar composto por 86 deputados da AD, entre os quais o marcuense Francisco Sousa Vieira e o penafidelense Alberto Santos, o PS elegeu 58 deputados, com José Luís Carneiro a conseguir a eleição por Braga, Humberto Brito, ex-presidente da Câmara de Paços de Ferreira, a eleger-se pelo Porto, e Armando Mourisco, ex-autarca de Cinfães, a eleger-se por Viseu. Também o Chega terá 58 deputados, estando em cima da mesa uma possível coligação com a AD para formar Governo.
Os restantes sete partidos e coligações ficaram assim distribuídos no Parlamento: IL elegeu nove deputados, Livre seis deputados, PCP/PEV três deputados, BE um deputado, PAN um deputado, ADN um deputado, PPD/PSD.CDS-PP.PPM três deputados e JPP um deputado.
A AD – PPD/PSD.CDS-PP venceu nos 11 concelhos que compõem a região do Tâmega e Sousa.
A abstenção deve ficar nos 35,62%, uma das mais baixas nos últimos 30 anos de eleições.



