O Município do Marco de Canaveses voltou a reivindicar uma nova ponte sobre o rio Tâmega e um viaduto, para minimizar os congestionamentos rodoviários com que os habitantes e agentes económicos da região se confrontam diariamente.
O vereador Nuno Pinto, que participou, na terça-feira, na cerimónia de assinatura do auto de consignação da obra da variante à EN211, entre Quintã e Mesquinhata, defendeu que “toda a mobilidade regional depende de uma única travessia, sobrecarregada e incapaz de responder às necessidades atuais. É urgente planear uma nova ponte com visão estratégica e abrangente”.
Como solução de curto prazo, para mitigar o problema da mobilidade, Nuno Pinto também destacou a construção do viaduto sobre a EN211, junto à ponte de Canaveses, como “uma intervenção urgente”.
Esta solução foi objeto de um acordo escrito entre a câmara e a Infraestruturas de Portugal em 2021, que estabelecia que o município executasse e financiasse 50% do projeto de execução. Logo que terminado o projeto e aprovado pelas Infraestruturas de Portugal, a câmara municipal foi confrontada com dois novos procedimentos, resultantes de alterações legais, nomeadamente a necessidade de uma auditoria de segurança e a revisão do projeto.
A autarquia assumiu realizar a auditoria de segurança e a IP a revisão do projeto. Depois de terminado todo o processo, e de o projeto ter sido aprovado pela IP com as alterações resultantes dos dois novos procedimentos, houve uma reunião em setembro de 2024 com o ministro das Infraestruturas onde, conforme estabelecido no protocolo assinado em 2021, ficou o Governo de lançar o concurso público da obra. “O que se aguarda”, indica a autarquia.
O vereador sublinhou que “a câmara municipal já fez a sua parte do acordo. Esta é uma intervenção fundamental para melhorar a fluidez do tráfego e a segurança rodoviária”, afirmou Nuno Pinto.
Na sua intervenção, durante a cerimónia de assinatura do auto de consignação da ligação entre Quintã e Mesquinhata, Nuno Pinto destacou o impacto positivo daquela infraestrutura para a mobilidade e desenvolvimento da região, sublinhando que a sua concretização “é o resultado de uma das muitas lutas que há tantos anos os autarcas da região do Tâmega e Sousa têm travado”.
Apesar do avanço que esta obra representa, Nuno Pinto deixou um alerta quanto aos atrasos crónicos nos investimentos públicos estruturantes para o território do Tâmega e Sousa.
“Durante demasiado tempo, a falta e o atraso na concretização de investimentos prometidos colocaram a nossa região, com mais de 410 mil portugueses, em desvantagem competitiva”, lamentou, defendendo uma “diferenciação positiva” para inverter essa tendência.



