A semana de campanha da AD – Coligação PSD/CDS arrancou hoje em Baião, com Paulo Rangel, cabeça de lista pelo distrito do Porto, a reunir-se com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Baião e com a associação empresarial do concelho.
Recebido nos bombeiros pela direção e comando, Paulo Rangel, que esteve acompanhado pelo candidato a deputado à Assembleia da República indicado pelo PSD de Baião, Miguel Dinis Correia, e pela presidente do PSD Baião e candidata à Câmara Municipal de Baião pelo PSD, Ana Raquel Azevedo, teve a oportunidade de conhecer a corporação e as instalações.
Seguiu-se um almoço com a direção da Associação Empresarial de Baião, com a presença de Maria Miguel Correia, presidente da direção.
No final, o candidato, em declarações ao nossoterritório.pt, evidenciou as “desvantagens da interioridade, nomeadamente a questão demográfica, do despovoamento e do envelhecimento”.
“Isto leva a um conjunto de problemas que depois surge em resultado disso, ou que são muito agravados por isso. Por um lado, há falta de mão de obra para as empresas, logo as empresas não são convidadas a fixar-se, o que cria, também, dificuldades na habitação, porque não há estímulo para fazer construção e a habitação acaba por ser cara”, indicou Paulo Rangel.
O candidato considera que “Baião vive um ciclo negativo, que tem de ser revertido”, defendendo “áreas que necessitam de grande apoio, com a proteção civil”.
“Estamos num território muito vasto e pouco povoado, que coloca exigências maiores do que em territórios que são muito povoados, dado que obriga a percorrer distâncias muito grandes, com acessibilidades muito demoradas dentro do concelho”, precisou.
Paulo Rangel, depois de ouvir a direção e o comando dos Bombeiros Voluntários de Baião quis deixar uma mensagem à autarquia baionense, dizendo que “as associações humanitárias não são associação como as outras, na verdade desempenham uma função social e pública muito importante e, portanto, não podem ser olhadas como uma associação recreativa ou cultural, embora estas também sejam muito importantes e mereçam todo o apoio, mas não é igual, porque associações humanitárias desempenham um serviço público essencial e insubstituível, ainda que não sejam públicas”.
O candidato da AD elencou “a aposta da coligação na valorização do interior”, para fazer o balanço da visita hoje realizada a Baião, destacando “a valorização da iniciativa privada, de uma política fiscal que seja atrativa para o interior, para as empresas, para os jovens, com IRS Jovem, e a importância da política fiscal para dinamizar estes territórios, sem esquecer a aposta no turismo”.
Paulo Rangel acrescentou que “é necessário pensar a nível nacional, para as eleições nacionais que agora se avizinham, mas também pensar nas autárquicas, que se realizarão em final de setembro, princípio de outubro”.
“Considero, sinceramente, depois das auscultações que fiz, que está na altura de mudar. O concelho de Baião está, realmente, cada vez mais esquecido, cada vez mais periférico, quando é um concelho que está a uma distância do litoral curta e tem as grandes vantagens da proximidade ao rio Douro e não está a aproveitar essa centralidade”, referiu, acrescentando que “a falta de visão estratégica da atual autarquia ficou muito vincada nestes contactos”.
“Vim cá por razões nacionais, mas sinceramente vou também muito estimulado para cá voltar na campanha autárquica para ajudar a fazer uma grande mudança no concelho de Baião”, concluiu.



