Um grupo de seis baionenses vai rumar a Mueria, em Moçambique, para mais uma missão, naquela comunidade, que acolheu pela primeira vez, em 2024, um grupo de pessoas do concelho.
Formação em diversas áreas é o que grupo “PorTi Mueria” leva na bagagem para, durante cerca de três semanas, apoiar a Diocese de Mueria, que este ano vive tempos difíceis devidos a dois ciclones que destruíram parte das suas culturas e dos bens guardados pelos habitantes.
Paula Freitas, Glória Silva e Nelson Miranda são estreantes na missão e seguem acompanhados por Susana Carvalheira, Cândida Soares e pelo padre Mário João, que já em 2024 estiveram em Mueria.
A milhares de quilómetros de Baião está, desde fevereiro, Liliana Geada, que também integrou o grupo de 2024 e que se encontra em Mueria a dar formação na área da nutrição, contribuindo para a desnutrição da população.
“Este ano vamos trabalhar com as mamãs, uma mamã de cada comunidade vai à paróquia ter um curso, vamos para as regiões, ter com as famílias e vamos trabalhar nos lares, femininos e masculinos”, adiantou o padre Mário João.
Para Paula, Glória e Nelson será tudo novo e expetativa é grande em ajudar, deixar o legado e, sobretudo, trazer muito para Baião.
O grupo está animado e preparado para seguir viagem, a 22 de abril, indo ao encontro de comunidades diferentes das de Baião, mas que no fundo, comungam os mesmo princípios e desejos.
O Nelson, que é agente da GNR, poderá ter um papel preponderante na sensibilização das alunas de Mueria perante algumas chantagens perpetradas pelos professores mais velhos, mas todo o grupo vai imbuído do espírito de ajuda.
A nível das mamãs, o grupo vai dar continuidade ao trabalho iniciado em 2024 e vai dar formação na alimentação do primeiro ano do bebé. Nas escolas, o grupo vai ao encontro dos adolescentes, abordando as várias fases do seu desenvolvimento.
Não conhecer a população para quem vão falar é uma das principais preocupações dos novos elementos do grupo, que revelam alguma ansiedade e expetativa.
“Podemos falar sobre diversos assuntos, mas uma coisa é o que sabemos cá e outra coisa é sermos assertivos com as famílias lá. Não somos serem superiores, mas seres iguais e queremos estar lá para os ouvir”, disse Paula Freitas.
A lista de formação pedida pela comunidade Mueria “é grande” e o grupo tem estado a trabalhar para conseguir levar o melhor à população de Mueria, com a certeza de conseguir que fique alguma coisa e não se perca informação.
“A lista que a diocese nos pediu é uma lista muito extensa e o melhor é escolhermos um ou outro tópico e apostar naquilo, porque a ideia é continuar a ir a Mueria, mas se falarmos tudo superficialmente não fica nada. Queremos deixar alguma matéria para que eles possam levar às comunidades”, indicou o padre Mário João, terminando:
“O mais importante a preparar para este grupo é preparar o coração e esse penso que está pronto”.



