O Município de Mesão Frio inaugurou hoje o Centro Interpretativo do Castro de Cidadelhe, numa cerimónia que serviu para dar a conhecer a segunda fase do projeto prevista para aquele espaço.
Com a designação de “Cidadelhe – Raízes Vivas”, a segunda fase do projeto hoje apresentada prevê um conjunto de intervenções que visam consolidar, valorizar e contextualizar o espólio existente.
Com 14 hectares de área, o Castro de Cidadelhe, de interesse público desde 1992, está sob a gestão da autarquia, que definiu três pontos “fulcrais” de intervenção.
“Valorizar as acessibilidades e criar circuitos, valorizar a paisagem, arranjos exteriores e integração paisagística e promover a valorização patrimonial, a fruição cultural e o envolvimento dos visitantes”, explicou Pedro Monteiro, da Câmara Municipal de Mesão Frio.
Durante a sessão, que decorreu no interior do centro interpretativo, foram apresentados outros projetos com candidaturas a decorrer, nomeadamente o CIBar, com a criação de cinco trilhos pedestres e uma grande rota de ligação entre eles, a requalificação do acesso ao antigo Cais do Bernardo e uma candidatura para a salvaguarda as Castanhetas de Barqueiros, com o objetivo que as integrar no Inventário do Património Nacional de Cultural.
Depois de descerrada a placa inaugurativa, pelas mãos de Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, e de António Cunha, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), a comitiva dirigiu-se para o auditório do centro interpretativo.
Paulo Silva agradeceu a presença de todos, destacando que “hoje é um dia importante para Cidadelhe e para Mesão Frio”.
“O dia em que inauguramos este novo edifício e em que afirmamos publicamente o que ambicionamos para este lugar tão historicamente emblemático para o Norte português, para a região do Douro, para o nosso concelho e para Cidadelhe”, referiu o autarca, acrescentando:
“Ainda antes de se começarem a erguer as paredes que agora nos ladeiam, eu e a equipa que constitui e dá apoio do meu executivo, pôs-se a caminho, estudou intervenções arqueológicas que aqui se efetuaram e os vários processos burocráticos que procuraram salvaguardar o património que se esconde nos solos de Cidadelhe. Foram contactos investigadores, instituições públicas e privadas e reunida documentação”.
O objetivo da autarquia de Mesão Frio é criar um espaço que receba aas pessoas e que, de forma lúdica, pedagógica e interpretativa, possam descobrir mais sobre o passado.
“A candidatura que desenhamos e entregamos agora no final de março olha para o Castro de Cidadelhe, seguindo uma lógica interna e uma lógica externa, a externa encontra acolhimento na ideia alimentada pela CCDR-N de criar as “Rotas a Norte”, onde se inclui a “Rota dos Castros”, e a interna procura olhar para Mesão Frio como um território turisticamente apelativo a partir dos valores universais do trabalho”, vincou Paulo Silva.
Aproveitando a presença do presidente da CCDR-N no concelho, o presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio pediu a sua intervenção numa candidatura já apresentada, no valor de 525 mil euros, para o caminho do rio, entre Santo André e Barqueiros.
“Está tudo aprovado, falta apenas um parecer da Agência Portuguesa do Ambiente e era importante não perdermos esta candidatura, que tem prazo até ao final do ano”, indicou o edil mesão-friense.
António Cunha escutou e elogiou a dinâmica da autarquia, evidenciando a “beleza do centro interpretativo na sua simplicidade, num investimento de 270 mil euros e numa estratégia bem definida pela autarquia”.
O presidente da CCDR-N falou sobre os desafios colocados pelo autarca de Mesão Frio, lembrando que “o concelho, através do Portugal 2020, captou 5,5 milhões de euros para programas de eficiência energética, reabilitação urbana e programas de combate ao insucesso escolar”.
“Entre outros vários programas, Mesão Frio conseguiu 18 milhões de euros de apoios adicionais e mais cinco milhões para apoio a investimentos na agricultura”, elencou.
António Cunha disse, ainda, “que o projeto do Castro de Cidadelhe surge alinhado com as políticas da CCDR-N e tem todas as condições para ser aprovado”.
Na cerimónia marcaram presença o presidente da Assembleia Municipal de Mesão Frio, Carlos Pombo Silva, o vice-presidente da CCDR-N, Jorge Sobrado, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro, Luis Machado, o vogal executivo do Norte 2030, Humberto Cerqueira, e presidentes de juntas de freguesia.



