Autarca de Baião pede ao Governo o fim das portagens na A4 para aumentar a competitividade e promover a coesão e a justiça territorial

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O presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, pediu ao Governo a abolição das portagens no troço total da autoestrada A4, que liga o concelho aos principais centros urbanos e ao hospital de referência para a população.

Em carta enviada ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e ao ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, o autarca baionense apela ao Governo para que repense o modelo de desenvolvimento dos territórios e adote medidas de solidariedade que promovam a coesão e a justiça territorial, aproveitando o contexto atual para corrigir desigualdades e reforçar a competitividade do interior.

Na missiva, Paulo Pereira apresentou cinco razões que sustentam o pedido. O autarca abordou o acesso a serviços públicos essenciais, destacando o Hospital Padre Américo, em Penafiel, localizado até 60 minutos de algumas áreas do concelho, a competitividade económica, dado que custos elevados de deslocação penalizam empresas e residentes, dificultando o desenvolvimento económico e a convergência com áreas metropolitanas como a do Porto, e o combate ao despovoamento, sendo a diminuição de custos com as portagens um incentivo para fixar e atrair população.

O edil baionense defendeu, ainda, que a abolição das portagens ajuda a potencializar investimentos locais e regionais e promove a igualdade de tratamento, questionado a “disparidade de tratamento entre Baião e outras regiões abrangidas pela abolição de portagens, como os concelhos servidos pela A28, que apresentam indicadores de desenvolvimento mais elevados”.

Num comunicado, a autarquia indica que a comunicação do presidente da autarquia surge no seguimento da abolição de portagens em várias autoestradas a 01 de janeiro.

“A decisão deixou de fora territórios de baixa densidade, como Baião, que enfrentam desafios socioeconómicos significativos”, reforçou.

Paulo Pereira frisou que o espaço sub-regional que integra o concelho é maioritariamente caracterizado como sendo de baixa densidade, assim como os municípios de Celorico de Basto e Resende que, juntamente com Baião, compõem a Associação de Municípios do Douro e Tâmega (AMDT). Neste quadro estão também os municípios de Amarante e de Marco de Canaveses, integrados na mesma Associação de Municípios, que possuem parte do seu território com a mesma classificação.

O autarca recorda a defesa que vem reiterando, no sentido de que Baião e a região não sejam esquecidos neste processo, lembrando posições que tomou em várias cerimónias públicas e em cartas enviadas à ministra da Coesão Territorial em 2020 e em 2023.

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